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Blog de kikacunha95
 


Texto sem nome, ainda

Capítulo 1

                O relógio já batia meia-noite e eu ainda estava sentada naquele banco velho da praça, meus olhos tentavam fitar meus pés, mas estavam embaçados pelas lágrimas que escorriam sem parar.Eu implorava para que chovesse assim disfarçaria meu choro mas nada acontecia, minha vida poderia acabar nesse momento que eu não  ligaria.

                Em meio a alguns soluços ouvi passos leves e suaves vindo em minha direção. Mais quem seria à essa hora?Não conseguia levantar minha cabeça para olhar, até que o silêncio da noite voltou.

 – Moça. – disse uma voz suave e doce – Você está bem?

Não conseguia dizer nada então apenas assenti que sim, passei minhas mãos pelos meus olhos para tirar as lágrimas, sem olhar pra o rapaz que estava ã minha frente.

– Então você não se importa se eu me sentar ao seu lado! Nossa a lua está tão linda essa noite, sabia. – disse ele, logo se sentando ao meu lado.

Não entendia o porquê de ele estar falando comigo, mais isso me alegrou um pouco, ele ficou em silêncio por um momento mais logo voltou a falar:

– Sabia que por causa da rotação e da translação da terra, só podemos ver uma única face da lua? Aquela lua tão linda... Tem em seu lado oculto muito mais crateras do que na face que podemos ver. Ela esconde suas feridas e continua a brilhar...

Pensei um pouco no que ele me disse, logo levantei minha cabeça para olhar a lua... Era verdade ela estava linda, então me virei para olhá-lo, seus cabelos negros e olhos escuros estavam iluminados pelo brilho da lua, fiquei o observando até que seus olhos encontraram os meus.

– De vez em quando, as lágrimas podem nos curar. – disse ele com um olhar fixo no meu.

Por um momento tudo que havia acontecido comigo foi esquecido e eu pude dar um sorriso fraco, mais era apenas um sorriso, e, logo a tortura das minhas lembranças voltaram e meu rosto voltou a ficar vazio.

– Bem... – falou logo vendo minha reação – não quero fazê-la sofrer mais... Boa noite... – ele se levantou dando um passo lento para frente.

– Não! – eu disse pegando em sua mão – Por favor, fique... Por favor... – não sabia o porquê mais o queria aqui comigo. Mas por quê?

O rapaz se virou para mim, logo segurando minha mão e as encostando-se a seus lábios, senti sua boca quente e macia, assim ficando um pouco corada.

– Tudo bem...mas  se você jurar não olhar mais para trás, e nunca dizer “estou triste”...nunca...

 

– Eu juro! – eu falei decidida o olhando com um olhar serio.

– Nesse caso vamos dar uma volta por ai, você precisa arejar a cabeça. – me disse sarcasticamente.

Levantei-me rapidamente, sem tirar meus olhos dos dele, logo ele falou despreocupado:

– Eu ainda não sei seu nome...

– Nicole, me chamo Nicole. E o seu? – perguntei, começando a andar divagar ao seu lado.

– Erike.

Ele sorriu docemente para mim, assim ficamos em silêncio por um breve momento, suspire e disse:

– No que está pensando?

– Hum... Estou pensando no porque uma garota tão linda estava chorando em um banco á meia noite. – disse sem se quer olhar para mim.

– Entendo... – era apenas o que eu conseguia dizer, não queria voltar a chorar. Não agora.

– Agora me diga, por quê? – se virou para me olhar.

Os sentimentos permanecem vívidos... E as lembranças machucam meu coração... se a dor também é prova do meu sentimento... Só me resta correr para não chorar. E foi o que eu fiz, comecei a correr. Não queria me lembrar. Não queria me machucar mais.

– Espere! – falou vindo atrás de mim – Por favor!

Estava tão escuro que eu não conseguia ver nada, não sabia para onde estava indo, até que tropecei em uma pedra e cai no chão.

– Não! – eu disse, não podia parar de correr, mas eu havia cortado meu joelho. Droga! Estava doendo muito.

– Nicole! – gritava ao se aproximar cada vez mais de mim.

O corte em meu joelho começou a sangrar e a arder, precisava fugir. Então tentei me levantar daquele chão gelado, mas não consegui. Percebi que também havia torcido o pé. Mais que merda!

– Você se machucou muito? – disse ofegante ao se aproximar e se ajoelhar, logo tirando sua camiseta branca para estancar o sangue.

– Obrigada. – eu disse enquanto ele amarrava agora sua camiseta ensangüentada em minha perna.

– Não agradeça, mais por que fugiu?

– Eu não sei... – escorreu uma lágrima em meu rosto.

A noite voltou a ficar em silêncio, mais eu não queria isso, não queria pensar, só queria ouvir os pensamento dele, ouvir sua voz... Então o abracei, afogando meu rosto molhado pelas lágrimas em seu ombro.

– Calma, vai ficar tudo bem. – falou, logo apalpando meu rosto. – Me conte o que aconteceu.

– Está bem... – respirei fundo e é ai que minha história começa... – Tudo começou há seis meses. Estava frio e a neblina intensa do local não me deixara ver nada, andando lentamente consegui ver um portão aberto, era de uma academia escolar chamada Cross, fui andando até me aproximar do portão, onde avistei um dos alunos da academia, a beleza desse aluno era de outro mundo, seus cabelos loiros cintilavam como o sol, seus olhos azuis, sua pele lisa e pálida me atraíram, mas seu cheiro era irresistível. O que me deixou ainda mais atraída.

“Fiquei o observando durante alguns minutos, com o vento soprando em meu rosto ficava cada vez mais difícil respirar ali, precisava me acomodar em algum lugar, fui me aproximando do belo aluno, com esperanças que ele tivesse pena de mim e me ajuda-se. Cada passo que eu dava na direção dele pareciam uma tortura minhas pernas estavam doendo muito, minha garganta ardia, mas não me preocupei muito com isso  naquele momento e sim em memorizar bem cada detalhe dele. Me aproximei cada ver mais dele, até estarmos bem próximos, ele me olhou assustado, devia estar se perguntado o que eu fazia ali, tentei falar alguma coisa mas minha voz não saia, demorei um minuto para recuperá-la, mas mesmo assim ela saiu rouca quando disse:

– Boa noite, me desculpe o incômodo mais não tenho onde ficar será que eu... – não terminei de falar ao ver sua reação.

O rapaz me olhou durante um longo minuto depois disse seriamente, sem tirar os olhos dos meus:

– Boa noite. Não está sendo um incômodo. – ouve uma pausa – Bem, posso arranjar um quarto para você... – ele se interrompeu novamente – Eu acho. – o rapaz pensou um pouco e logo continuou a falar comigo – Apropósito me chamo Felipe e você como se chama?

Ele ao me perguntar lançou um sorriso, confesso que foi o sorriso mais lindo que já vi. Respondi ofegante e rapidamente:

– Sarah... – o fitei por um momento procurando a pergunta certa para fazer – Então você pode me ajudar?

O sorriso que estava em seu rosto desapareceu e ele voltou a ficar sério, me respondendo rudemente:

– Não!

O olhei pasma com sua resposta não sabia o que falar, fechei minha boca que se abrira de espanto. Ele ao ver minha reação começou a rir e disse entre risadas:

– Brincadeira. – pegou fôlego para continuar falando – Não consegui resistir, foi mal.

– Não, tudo bem. – foi apenas o que consegui dizer.

– Melhor entrarmos logo, antes que você pegue um resfriado. – falou com um olhar preocupado.

Começamos a andar lentamente e em silêncio para dentro da academia, eu estava com tanto frio que mau pudi prestar atenção as coisas em minha volta, quando me dei conta já estávamos dentro de seu quarto.

– Chegamos, – disse por fim.

Dei um sorriso fraco, estava muito cansada, e logo olhei para um sofá escuro no canto do quarto, fui até ele me arrastando. Pouco depois me deitei não me lembro muito bem o que aconteceu mais só sei que acordei no dia seguinte, com o despertador tocando meio dia e quarenta. Senti algo em cima de mim, um cobertor azul marinho. Isso tava ai?  Perguntei-me.  Então me levantando preguiçosamente, logo meu estomago fez um barulho muito alto.

– Humm... Acho que estou com fome. – falei comigo mesma colocando a mão na barriga. – Bem vou procurar a cozinha não deve ser tão difícil assim.

Comecei a andar em direção a porta um pouco sonolenta abriu-a e olhei para os dois lados do corredor. Eu passei por aqui ontem? Ah vou por aqui mesmo. Virei para um dos lados e voltei a andar, acho que deu uns 10 minutos caminhando ate eu chegar a uma porta...



Escrito por kikacunha95 às 22h20
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Amor

Existem muitos jeitos de amar

            Um amor apaixonado

            Um amor traiçoeiro

            Até mesmo um de amizade.

            O amor é um sentimento

            Bom em um momento e

            Horrível em outro.

            Quando amamos nada mais importa.

            Sonhar com você todo dia.

            Pensar em você toda hora.

            Agora você é a única razão do meu viver.

            Pensei um pouco em como era o amor

            e refleti, cheguei a uma conclusão que

            "morrer no lugar de alguém que eu amo

            me parece uma boa maneira de partir"

            pelo menos saberei que assim meu amor

            viverá feliz.

                                                                                                               



Escrito por kikacunha95 às 22h15
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